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O Rio

Dependendo da época do ano e do regime de chuvas, as corredeiras ao lado da Usina podem estar com suas lajes totalmente expostas, ou cobertas por violentas correntes. E a cor da água alterna desde límpida e transparente até um tom ferrugem. Marcas de uma grande variação de vazão.

O Rio do Peixe é o principal do Meio-Oeste Catarinense. Nasce a 1250 metros de altitude, na Serra da Taquara Verde, município de Calmon, e percorre quase 300 quilômetros até sua foz, no Rio Uruguai, na divisa do Estado com o Rio Grande do Sul, a 387 metros de altitude. Sua bacia própria tem 5.238 km2 e integra o grande complexo hidrográfico do Rio da Prata.

Seu nome foi dado pela enorme quantidade de peixes que oferecia. Tanto que uma das principais cidades ribeirinhas se chama Piratuba: do topônimo indígena, Pira (peixe) e Tuba (muito). O Rio sempre foi o provedor de água da região e, por muito tempo, a principal fonte de energia.

A Ferrovia

Olhando da sacada do kraft, para a floresta da outra margem, é difícil perceber que uma linha férrea passa por ali. Há um século era muito diferente. O vale o Rio do Peixe, sinuoso e coberto pela floresta ombrófila mista, foi colonizado pela implantação da Ferrovia São Paulo - Rio Grande, no início do Século XX. Ao longo da linha, as estações transformaram-se em cidades e, no caso específico de Joaçaba e Herval d'Oeste, tudo começou com a estação pioneira de Herval.

Apontada como uma das causas da Guerra do Contestado, a Estrada de Ferro marcou o início do desenvolvimento do Vale do Rio do Peixe. Pelo trajeto cheio de curvas e de bitola estreita, circulavam, nos tempos áureos, de quatro a seis trens diários, cada um composto por trinta a cinquenta vagões, conduzindo passageiros e cargas. A indústria madeireira regional fornecia os grandes mercados consumidores e a linha férrea era fundamental neste processo.

Há mais de duas décadas a Ferrovia está desativada. Mas seus trilhos continuam ali, quase engolidos pela vegetação, resistindo para perpetuar a história.

A Usina

A Empresa de Força e Luz Arnaldo S/A era a proprietária original. Até o final da década de 50, quando o sistema de distribuição estatal foi implantado, esta Usina era a responsável pelo fornecimento de energia para Joaçaba e Herval d'Oeste.

Com a estatização do setor e a chegada das novas linhas de transmissão que cruzavam o Estado, a desativação da geradora e a demolição da barragem chegou a ser considerada. A comunidade local, porém, em especial os industriais, reuniram-se e resolveram resgatá-Ia. A Família Fett fez a aquisição, e transformou o local em um agradável sítio.

A grande enchente de 1983 atingiu a casa de máquinas, que hoje encontra-se elevada para evitar alagamentos. Sua potência foi ampliada com a instalação de quatro unidades geradoras que totalizam 2.000 kW.

A Usina fornece a energia para o complexo industrial Specht, e seu excedente é repassado, por interligação, ao Sistema Nacional.

O Restaurante

Com a conclusão da obra civil da nova usina, criou-se um espaço na cobertura. A Família Fett, então, convidou o chef austríaco Klaus Mauko para comandar um restaurante. Em 2003 surgia o “kraftwerk” (termo alemão para "usina"). Em pouco tempo "o kraft;", como as pessoas passaram a chamar, tornou-se uma referência na gastronomia do Estado.